quarta-feira, 20 de maio de 2009

Playlist #1




O que recentemente a vitrola, ou melhor dizendo, o foobar2000 tocou aqui em casa e o LastFM não ouviu por conta da minha desconexão doméstica (numa rede sem fio e sem internet...wireless e webless), enfim, ou seja, meu perfil no lastFM está COMPLETAMENTE DESAJUSTADO; bem, então lá vai:


Pra criar um clima (dark):

Sonnenheim, de Of The Wand And The Moon
As the Crow Flies, de Steve Von Till
Mr Beast, de Mogway Heart Ache (EP), de Jesu
Grinder Man, de Grinder Man
Crackle e Go Away White, de Bauhaus
Ramilonga - A Estetica do Frio, de Vitor Ramil


"Ontem eu sambei":
Collection Prestige e Viva La Vida, de Carnival In Coal
Areíto, de Juan Luis Guerra y 4.40
Alceu Valença em tudo e o tempo todo (coisa de fan^^);
Verde Que Te Quero Rosa, de Cartola
Jorge Ben (1969) e Negro É Lindo, de Jorge Ben
Zona e Progresso, de Pedro Luis e a Parede
Jardim da Infância, de Robertinho do Recife
Carnaval no Inferno, Sonic Mambo e Metropolitano, de Eddie
California e DiscoVolante, de Mr Bungle


Pra acordar todas as manhãs:

Chaos A.D. e Roots, de Sepultura
Soulfly, Primitive e Dark Ages, de Soulfy
Inflikted, de Cavalera Conspiracy
Time Out, de The Dave Brubeck Quartet
Acabou Chorari, de Os Novos Baianos


Outras Águas de Março (e Abril, e Maio...):

Pérola Negra, de Luiz Melodia
The Director's Cut, de Fantomas
2unlimited, de Pin-up Went Down
Cure for Pain e Like Swinmming, de Morphine
Labiata, de Lenine
Azul Invisível Vermelho Cruel, de Lula Queiroga
The Sham Mirrors e Sideshow Symphonies, de Arcturus
Bone Machine, Alice e Asylum Years, de Tom Waits
Cantoria 1 e 2, de Elomar, Xangai, Geraldo Azevedo e Vital Farias
Végétal, de Emilie Simon
Tom Zé (1969) e Estudando o Samba, de Tom Zé




Todos os discos aí em cima eu ouvi e continuo ouvindo, omiti aqueles que eu baixei e não analisei ou ouvi pouco, como o último do The Cure, que não me cativou... Aliás, faz pouco eu descobri que posso carregar o foobar2k instalado no meu pen-drive, e rodá-lo em toda sua leveza^^ (Uso de memória = 7.050K em média) e em qualquer máquina com rWindows, inclusive com a Media Library (Biblioteca de Mídia) "setada" dentro de uma pasta no pen-drive/mp3/mp4 (ou qualquer que seja seu dispositivo), agora só falta eu instalar o add-on pra ele mandar as minhas informações pro lastFM, e enfim: adeus tédio em LAN-house! Ouvir musiquitas e expandir meu repertório lesti-efe-emico as alturas o/
... embora isso tudo soe meio ridiculo e superficial... ^^







EDIT: aqui o link do audioscrobbler (engine que manda suas mpusicas para o lastFM) para o foobar

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Cavalera Conspiracy Wallpapers





Um pacote com oito Papéis de parede que diferem entre si em dois modelos e quatro padrões de cor, usando o logo da Cavalera Conspiracy e mantendo o conceito “minimalista” e clean da banda, onde eu aprovetei pra testar dois efeitos que embora sejam simples, eu, até esse momento nunca havia usado no Photoshop: perspectiva e reflexo sobre uma superfície.

Paralelamente eu também estou disponibilizando um pacote compactado com o PSD no qual eu fiz o Wallpaper e outro com o logo da banda, pra quem tiver alguma dúvida sobre o processo, para usar esse PSD de exemplo, ou caso queira fazer alguma modificação ou personalização, por exemplo, eu dexei a resolução em 1024x768, mas como hoje muitos monitores usam resoluções maiores é mais indicado abrir o PSD e mudar para a resolução desejada, como a maior parte dos elementos são vetores não ocorrem distorções tão severas, assim cada um deixa ao seu gosto e eu não faço esforço. Além disso como eu procurei usar o máximo possível de vetores o logo é bem melhor de se estampar, por meio de uma gráfica, ou estamparia numa camiseta ou faixa, por exemplo, embora eu creia que o arquivo deva ser convertido antes para o formato do Corel Draw, que é o programa que as estamparias e gráficas costumam usar por padrão.

O pacote se encontra “zipado” e você precisa de um programa descompactador para abri-lo, da minha parte eu recomendo o Winrar, que é disponível tanto pra Windows quanto pra Linux e trabalha com uma porção de formatos de arquivos compactados/zipados. Você também pode usar o GIMP para abrir os PSDs, não é o mais indicado, mas na falta de um Photoshop ele quebra um galho.

Pacote com Wallpapers
Download 1: deviantArt
Download 2: Rapidshare

Pacote com os PSDs
Download 1: Rapidshare




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Impressões sobre o novo logo da Cavalera Conspiracy

Bem, quando vi o símbolo pela primeira vez na gravação d'um show que eles fizeram em 2007 em Belfast achei, primeiro estampado na bateria do Igor, muito estranho, parecia um remendo de fita isolante tamanho gigante! Depois quando ele surgiu bem definido e focado na camiseta do Max eu saquei qual era a da fita isolante, dois instantes de contemplação deu pra perceber os dois C de Cavalera Conspiracy dispostos invertidos, um mais acima do outro de modo a darem a impressão de uma corrente com apenas dois “laços” (lembram da capa que circulou com a cópia alternativa antes do lançamento oficial do álbum? Correntes que terminavam com aquelas grilhetas abertas sugerindo dois C).

Fugindo do esteriótipo de capa de heavy metal (esteriótipo este que consiste no abuso da quantidade de informação com paisagens ou desenhos cheios de detalhes e o mínimo de espaço “em branco” possível, além das cultuadas fontes complicadissímas e praticamente ilegíveis imitando garranchos góticos ou assinaturas infernais, e que eu de certo modo também sou um cultuador e admirador, devo admitir^^) o novo conceito gráfico dos irmãos Cavalera se reinventa dentro do Metal mais uma vez. Na épca da Sepultura o logo na bandeira nacional e camisetas da Seleção Sepultura de Futebol (um Kiss Army made in Brazil?) foram um avanço imenso: heavy metal camiseta azul ou amarela ao invés de preta, cor indiscutivelmente associada aos metaleiros, já foi uma primeira ruptura com o “dogmatismo metal”.

Agora a banda foge das fontes complicadas, que já são praxe no cenário dark e das capas poluídas, e se o desafio era fazer tudo isso e ainda manter uma postura metaleira, na minha opinião eles conseguiram, afinal, embora a capa do disco seja simples e as camisetas não indiquem tribos urbanas ou musicais elas ainda conseguem manter um visual que agrada ao seu publico, que é, convenhamos, muito mais amplo do que headbangers “clássicos”. Além do tradicional verde e amarelo do Max, claro, contamos com os também tradicionais e discretos pretinho básico e branco, pra não cansar a vista e, para os mais agressivos ou calorentos (afinal é muito foda andar de camiseta preta sob 35º no sol de 14h) a fonte preta no fundo vermelho (e que foram as que eu usei nos Wallpapers).

Além do que o novo logo e seu visual consequente apresentam novas possibilidades e opções em se tratando de música extrema; como ser simples e funcional e ao mesmo tempo pesado, ruídoso e violento, mantendo a estética do metal? Para os artistas e designers isso, me parece, ser um desafio e tanto e que pode ajudar novos artistas a fugirem de esteriótipos e dogmas que mais atrapalham do que ajudam e a dialogarem com outros estilos e grupos/tribos, o que sempre é engrandecedor e abre horizontes profissionais, ainda mais agora quando a influência estética, complexa e emaranhada de referências "distonantes" do avant-garde rock/metal cresce a cada dia.

domingo, 3 de maio de 2009

Diário #1 (class)



Os cabelos se enroscam e se deixam morrer entre os dedos. A face no espelho, é a degradação da face no espelho, é um protótipo de velhice, um esboço de morte: uma aspiração comum.

Um ser que vai morrer contempla a sua provável morte no reflexo meio embaçado do espelho, a cada banho, respirando fluór e cloro e enrugando as pontas dos dedos deixa sua substância no ralo, no sabonete e lâmina de barbear, na toalha e no pente. Depois empacota o que sobra de seu ser em suas roupas, calça os sapatos e ajeita os cabelos, com os dedos afundando até o couro cabeludo.

Um laço bonito no pescoço, de fita ou de gravata: alguns se dão de presente, outros se cobrem de poeira n'alguma estante e nunca são abertos.


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Na odisséia por um número de celular (Tim ou Vivo?)...
Lendo Hilda Hilst (e Clifford Geertz, pra variar¬¬)...
Ouvindo Fernando Pessoa (pela paulista Patife Band)...
Comendo o lixo que me cai do céu tropista do sul...

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Recomendação - Carnival in Coal





http://www.carnivalincoal.com

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Poema #1 (rose)




Uma vez ela se deitou e me olhou com olhos grandes,
E eu a procurei por um mundo escondido e profundo.
Outra vez seus olhos eram pequenos e escorregadios
E sempre que os puxava para mim eles escorregavam
pro chão...
E foi como se fosse liquida ou aquática, que ela se foi:
Com suas galochas e seu guarda-chuva escorregando
pelas pessoas.

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Saudade de uma cintura,
Saudade de uma nuca e
De uma boca que se abria devagar e silenciosa.
Saudade de cinco ou três segundos,
E de um segundo momento que passou incerto
E que ninguém contou...



Jordi Timón. Desterro, Fevereiro ~ Abril de 2009